Fonte

♪ Primeiro grande sucesso da discografia de Genival Cassiano dos Santos (16 de setembro de 1943 – 7 de maio de 2021), genial soulman que saiu de cena há quase dois meses, a canção A lua e eu surgiu no segundo semestre de 1975 em gravação feita pelo autor e lançada na trilha sonora da novela O grito (TV Globo, 1975 / 1976) e em single de Cassiano.

Parceria de Cassiano com o compositor Paulo Zdanowski, assim como Coleção (1976), outra balada-soul popularizada na voz de Cassiano, A lua e eu já ganhou desde então registros fonográficos de Bebeto, Claudio Zoli, Emilio Santiago (1946 – 2013), Izzy Gordon, Leo Jaime, Nana Caymmi e até Rodrigo Faro, entre outros nomes.

Contudo, somente dois cantores conseguiram a proeza de gravar A lua e eu com Cassiano. Um deles foi Claudio Zoli, em dueto feito para o quarto e último álbum de Cassiano, Cedo ou tarde (1991), editado há 30 anos. O outro foi Michael Sullivan.

No álbum Caminhos do coração, lançado em 1997 pela gravadora Som Livre, o cantor e compositor pernambucano dividiu com Cassiano a interpretação da refinada canção de acento soul em gravação feita com arranjo e produção musical do tecladista e maestro Lincoln Olivetti (1954 – 2015).

É esse pouco ouvido fonograma de 1997 que Sullivan relança em edição digital em single que aportou nos aplicativos de música na sexta-feira, 25 de junho, pela mesma Som Livre.

Michael Sullivan caracteriza a edição do single A lua e eu como homenagem a Cassiano. “Eu e Cassiano sempre tivemos muito em comum: nordestinos, negros, pobres. Éramos perfeitos para os rótulos e nós fizemos de tudo para que isso não acontecesse. Olhando para trás, fomos vitoriosos diante dos preconceituosos. Essa gravação me diz muita coisa e o mínimo gesto que eu poderia fazer é deixar essa lembrança para o futuro”, contextualiza Sullivan.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Album